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segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Sonho sobre "O caminho"

Eu queria fazer uma viagem e conheci algumas pessoas que desejavam ir para os mesmos lugares que eu. Uns eram amigos próximos e outros nem tanto.

Para viajar precisávamos de transporte, então conseguimos um ônibus. Eu não queria dirigir, mas tive que dirigir o ônibus.

Na viagem o ônibus não estava cheio, mas tinha uma quantidade razoável de pessoas. Havia alguns lugares vazios.

Dentro do ônibus havia pessoas serenas e pessoas agitadas. Muitos estavam ansiosos para chegar logo a algum lugar, e reclamavam.

No caminho chegamos a uma cidade, grande, como São Paulo. Mas ela estava vazia e destruída.

Nos sentimos perseguidos na cidade, mas o perseguidor não se mostrava, nem nos alcançava. Então renunciei ao medo do perseguidor e seguimos.

Durante a viagem o Senhor me guiava, até que numa certa altura do caminho chegamos a um viaduto.

Era uma ponte onde todos que estavam seguindo pelo caminho tinham que passar.

Mas a ponte estava com trânsito muito lento por causa do grande volume de veículos que seguiam naquela direção.

Então, depois de um bom tempo aguardando no trânsito, já sobre a ponte, vi uma saída a direita.

Essa saída partia da direita sobre a ponte, passava por baixo da ponte e seguia para o lado esquerdo até desaparecer na mata.

Nesse momento lembrei da reclamação dos passageiros, do perseguidor e de toda a dificuldade que passamos até ali.

Então pensei: “vou por essa saída, mesmo que o caminho seja mais longo chegarei mais rápido. Afinal, sei me virar muito bem”.

Então entrei nessa saída, mas não se passaram 200m, surgiu um grande buraco no chão que engoliu o ônibus. Caímos e batemos no fundo do buraco.

Quando caímos, um grande desespero tomou conta de mim. Eu queria voltar ao caminho certo o mais rápido possível com todos.

A princípio uns permaneceram no ônibus e outros avançaram na escuridão para procurar uma saída. Mas logo todos já estavam zanzando na escuridão.

Eu dizia a eles: “temos que voltar para o caminho, muito tempo está passando”.

Eles concordavam de cabeça, mas logo esqueciam e voltavam a se entreter com as coisas que iam encontrando naquele lugar.

Fiquei tentado a ficar no buraco, mas as coisas que eu encontrava lá me saciavam apenas durante um instante, depois me sentia infeliz.

Então voltei a chamar a todos para voltar ao caminho.

Mas a esta altura eu nem sabia mais quem estava comigo no início da viagem, já havia se formado uma multidão no buraco, com lendas e tudo mais.

Comecei a perguntar quem estava comigo, nem eles sabiam mais ao certo, mas consegui com muito custo formar um grupo disposto a voltar.

Então reestabelecemos o ônibus e começamos a sair do buraco. Com muito custo saímos e entramos novamente no caminho. A estrada estava vazia, tudo estava desértico.

Mas o alívio não veio. Me bateu uma sensação de atraso muito grande. Foi difícil se manter no caminho e todos os lugares que visitávamos, já haviam sido visitados.

Aquele grupo se desfez e muito tempo se passou até que chegássemos aonde deveríamos estar.

Depois, a ponte foi interditada e era impossível atravessar por ela.

A cidade antes do viaduto ficou deserta e destruída.

Este sonho se repetiu centenas de vezes durantes anos. A cada repetição um ponto de vista diferente.

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